Um Sherlock Holmes com sexo, drogas e rock ‘n roll pancadaria

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Say “hello” to my little friend...


Sherlock Holmes, criado por Sir Arthur Conan Doyle, sempre foi retratado com um exímio detetive, muito atento a detalhes, chegado ao seu cachimbo e ajudado em segundo plano por Watson, usando apenas sua massa cinzenta. Mas Guy Ritchie trouxe às telas mais que um detetive ordinário, ele trouxe o morador de Rua do Padeiro Baker Street 221B à vida como ele realmente é.

Então você coloca tudo no cachimbo, acende e é só alegria


A trama se desenrola com o plano de Lord Blackwood (Mark Strong) que consiste em usar truques baratos “mágica” para dar cabo de seus inimigos, dominar o mundo e instalar uma nova ordem mundial. E é conferida a Holmes a missão de parar este clichê plano maléfico digno de Pink & Cérebro bem elaborado. Logo no início percebemos o quão “real e intensa” (entenda como quiser) é a relação Sherlock-Watson e como ela está desgastada no presente momento, e isso vai se desenvolvendo conforme o filme dá seus passos.

You talkin' to me? You talkin' to me? You talkin' to me?


As lutas são muito bem desenvolvidas plasticamente, principalmente aquelas com o clássico efeito slow motion acompanhado da narração e previsão dos fatos por Holmes. Podemos observar também uma clara homenagem à obra de Sir Arthur com a aparição do Professor Moriarty, eterno arquiinimigo de Holmes na literatura e considerado o primeiro super vilão da história da ficção.


O único ponto ruim na atuação de Robert Downey Jr. (vencedor do Globo de Ouro) é que, apesar do detetive mais famoso do mundo ser um personagem britânico e ter nascido nas terras do Rei Arthur, o ator não se deu ao trabalho de fazer um sotaque inglês. Mas o que realmente chama a atenção é a trilha sonora, com apenas duas músicas (sendo uma a dos créditos) e vários efeitos com instrumentos em sua maioria orquestrais. O som é a cereja do bolo.

O que será que acontece se misturarmos coca-cola light, mentos e ópio e darmos para para o Gladstone?


Sherlock Holmes é a melhor releitura do personagem EVER, ele usa a cabeça e os músculos, usa dorgas drogas e é arrogante, assim como sempre deveria ter sido. Além de Watson não ser deixado tão de lado como é feito em todas as suas outra aparições.


Escala de Fodacidade: f*da > BOM > regular > medíocre > escroto

Um comentário:

Andressa disse...

Parece ser bem Guy Richie, na mesma linha de Snatch e Rock'n'Rolla. Se for, preciso ver.

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