Top 8 - Melhores séries estreantes de 2009

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NURSE JACKIE

A série mostra o dia-a-dia de uma enfermeira sarcástica e ranzinza viciada em Vicodin (House?) que constantemente precisa passar por cima das regras – e às vezes da lei – para garantir que o melhor seja feito para seus pacientes... e para conseguir suas pílulas, claro. A série é tão boa por balancear perfeitamente o drama e o humor negro, o que lhe garantiu o posto de melhor série do midseason e uma das melhores do ano.

KINGS


Uma releitura contemporânea da história bíblica do Rei Davi, Kings é sobre como o soldado David começa a ascender no reino após salvar a vida do filho do rei Silas. Com um elenco soberbo, produção caprichada, premissa original e linguagem quase poética, a série é um sopro de novidade entre tantas produções com formatos saturados.




UNITED STATES OF TARA

Tara é uma mãe de família com múltiplas personalidades – um típico machão, uma adolescente piriguete e uma dona-de-casa neurótica. Com um elenco em perfeita sintonia, a série retrata o dia-a-dia e os dramas de uma das famílias mais realistas do mundo das séries e como eles lidam com o drama pessoal de Tara. Detalhe: é Showtime e é Diablo Cody.


PSYCHOVILLE

Um homem misterioso envia uma carta misteriosa a cada uma de cinco pessoas que tem seus passados ligados de forma misteriosa. Embora pareça, a série não é de suspense. Na verdade é uma sátira aos suspenses que retrata problemas psicológicos e assassinatos com um humor negro atroz e nonsense tipicamente britânico – às vezes dá até vergonha de rir. Moralistas, passem longe.



MODERN FAMILY

Uma família desajustada, um avô rico casado com uma mulher latina bem mais nova e um casal de homossexuais que acabaram de adotar um bebê. Junte tudo isso com um timing humorístico perfeito, personagens tipicamente adoráveis, crítica social e um pouco de humor negro e você terá a melhor comédia estreante do fall season.




GLEE

A outra grande comédia do ano, Glee mostra o grupo de coral de um colégio que, passada sua época de ouro, só atrai os alunos losers e freaks. Utilizando todos os clichês de séries teen propositalmente, a série consegue demonstrar os dramas pessoais dos personagens e os momentos cômicos de forma leve e palatável.




V

Remake de uma série homônina dos anos 80, V é sobre a chegada de aliens à Terra que dizem vir em paz, mas os humanos desconhecem as reais intenções do visitantes e alguns começam a desconfiar deles. O plot é apenas um plano de fundo para discussões políticas, religiosas e morais que permeiam a sociedade. Um elenco afiado, ótimos efeitos visuais e uma narrativa envolvente caracterizam um dos melhores dramas do ano.

THE GOOD WIFE

Baseado num escândalo envolvendo o ex-governador de Nova York, a série mostra Alicia Florrick, que se vê obrigada a voltar a seu antigo trabalho e reconstruir sua imagem após seu marido perder o cargo de promotor público e ser preso devido a envolvimento em escândalos de prostituição e corrupção. O drama mostra o mundo da política e dos tribunais com uma consistência narrativa muito rara nas atuais produções.

Golden Globe 10 - Filmes

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MELHOR FILME DRAMA
Avatar
The Hurt Locker
Bastardos Inglórios
Preciosa
Amor Sem Escalas

Torcida: The Hurt Locker, porque é sobre a guerra no Iraque, porque é realista e porque é muito bom.
Aposta: The Hurt Locker, pelos motivos aí em cima.


MELHOR FILME MUSICAL OU COMÉDIA
500 Dias Com Ela
Se Beber Não Case
Simplesmente Complicado
Julie & Julia
Nine

Torcida: 500 Dias Com Ela, porque conseguiu inovar e surpreender num nicho em que isso parecia impossível.
Aposta: Julie & Julia, porque é muito mais cult, mais “com cara de premiado”… e porque tem a Meryl Streep.


MELHOR ATOR DRAMA
Jeff Bridges (Crazy Heart)
George Clooney (Amor Sem Escalas)
Colin Firth (A Single Man)
Morgan Freeman (Invictus)
Tobey Maguire (Brothers)

Torcida: Morgan Freeman, porque ele é foda.
Aposta: Morgan Freeman, porque a crítica também acha que ele é foda.


MELHOR ATRIZ DRAMA
Emily Blunt (The Young Victoria)
Sandra Bullock (The Blind Side)
Helen Mirren (The Last Station)
Carey Mulligan (Educação)
Gabourey Sidibe (Preciosa)

Torcida: Helen Mirren, porque é, de longe, a melhor dentre as indicadas.
Aposta: Helen Mirren, porque atriz consagrada + atuação soberba = estatueta


MELHOR DIREÇÃO
Kathryn Bigelow (The Hurt Locker)
James Cameron (Avatar)
Clint Eastwood (Invictus)
Jason Reitman (Amor Sem escalas)
Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios)

Torcida: Quentin Tarantino, porque é o Tarantino!
Aposta: Kathryn Bigelow, porque conseguiu retratar o lado humano da história de um modo quase imparcial e quase perfeito.


MELHOR ATOR MUSICAL OU COMÉDIA
Matt Damon (O Desinformante)
Daniel Day-Lewis (Nine)
Robert Downey Jr. (Sherlock Holmes)
Joseph Gordon-Levitt (500 Dias Com Ela)
Michael Stuhlbarg (Um Homem Sério)

Torcida: Matt Damon, porque o cara manda bem. O quê? Eu nunca disse que isso aqui teria argumentos lógicos.
Aposta: Daniel Day-Lewis, porque estava ótimo no papel e deu uma verdadeira aula de interpretação.


MELHOR ATRIZ MUSICAL OU COMÉDIA
Sandra Bullock (A Proposta)
Marion Cotillard (Nine)
Julia Roberts (Duplicidade)
Meryl Streep (Simplesmente Complicado)
Meryl Streep (Julie & Julia)

Torcida: Meryl Streep em Julie & Julia, porque conseguiu mostrar-se diferente mais uma vez, o que não é tão evidente em Simplesmente Complicado.
Aposta: Meryl Streep em Julie & Julia, porque é a Meryl Streep! Não vou explicar de novo.


MELHOR ATOR COADJUVANTE
Matt Damon (Invictus)
Woody Harrelson (The Messenger)
Christopher Plummer (The Last Station)
Stanley Tucci (Um Olhar do Paraíso)
Christoph Waltz (Bastardos Inglórios)

Torcida: Christoph Waltz, porque Bastardos Inglórios tem que ganhar alguma estatueta e tem que ser essa.
Aposta: Christoph Waltz, porque estava incrível no papel e já ganhou estatueta em Cannes por isso.


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Penelope Cruz (Nine)
Vera Farmiga (Amor Sem Escalas)
Anna Kendrick (Amor Sem Escalas)
Mo'Nique (Preciosa)
Julianne Moore (A Single Man)

Torcida: Julianne Moore, porque interpretou com maestria e quase roubou a cena.
Aposta: Julianne Moore, porque estava perfeitamente inserida (ok, o personagem foi quase sob medida) e porque é amis consagrada do que a maioria das indicadas.


MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Baaria
Abraços Partidos
La Nana
Um Profeta
A Fita Branca

Torcida: Abraços Partidos, porque acredito que tem mais chances de ganhar, então vou torcer para o favorito.
Aposta: Abraçoes Partidos, porque é Almodóvar e por isso mesmo é o mais aclamado pela crítica.


MELHOR ANIMAÇÃO
Tá Chovendo Hamburguer
Coraline
O Fantástico Sr. Raposo
A Princesa e o Sapo
Up - Altas aventuras

Torcida: Up, porque é colossalmente melhor que os outros indicados. E o garotinho gordinho é engraçadinho.
Aposta: Up, porque o roteiro é melhor, os personagens são melhores, os efeitos são melhores… enfim, é muito melhor que os outros.


MELHOR ROTEIRO
Neill Blomkamp (Distrito 9)
Mark Boal (The Hurt Locker)
Nancy Meyers (Simplesmente Complicado)
Jason Reitman (Amor Sem Escalas)
Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios)

Torcida: Neill Blomkamp, porque tenho esperanças que District 9 ganhe alguma coisa.
Aposta: Quentin Tarantino, porque esse parece o tipo de roteiro que foi feito para ser premiado. Tem como dar errado?


TRILHA SONORA ORIGINAL
Michael Giacchino (Up - Altas aventuras)
Marvin Hamlisch (O Desinformante)
James Horner (Avatar)
Abel Korzeniowski (A Single Man)
Karen O e Carter Burwell (Onde Vivem os Monstros)

Torcida: Karen O e Carter Burwell, porque o emaranhado de música alternativa ficou perfeito. E porque tem faixas de alguns de meus artistas preferidos.
Aposta: Karen O e Carter Burwell, porque o emaranhado de música alternativa ficou perfeito. E não, minhas preferências musicais não são importantes para os jurados.


CANÇÃO ORIGINAL
“Cinema Italiano" (Nine)
Música e letra de Maury Yeston

“I Want to Come Home" (Everybody's fine)
Música e letra de Paul McCartney

“I Will See You" (Avatar)
Música de James Horner, Simon Franglen
Letra de James Horner, Simon Franglen, Kuk Harrell

“The weary kind" (Crazy Heart)
Música e letra de Ryan Bingham, T-Bone Burnett

“Winter” (Brothers)
Música de U2
Letra de Bono

Torcida: I Want to Come Home, porque quando vi o nome de Paul MacCartney ignorei os outros indicados.
Aposta: I Want to Come Home, pelo motivo que você acabou de ler na linha de cima.


Pois é, fellows, esses são meus chutes palpites conforme meus limitados conhecimentos sobre cinema. Agora é esperar para ver até onde errei e até onde acertei – se é que acertei alguma coisa.

Eu sei que vocês pensam diferente de mim, então coloquem seus palpites nos comentários aí embaixo ou não.

Golden Globe 10 – Séries, Minisséries e Filmes para a TV

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Sem delongas, let's play the game!

MELHOR DRAMA
Dexter
True Blood
Big Love
Mad Men
House

Torcida: Dexter, porque sou tiete é muito foda e nunca ganhou.
Aposta: True Blood, porque se consolidou como um dos melhores dramas e ganhou o respeito da crítica.


MELHOR COMÉDIA
Glee
Entourage
30 Rock
Modern Family
The Office

Torcida: Modern Family, porque é, de longe, a melhor comédia estreante dessa temporada.
Aposta: Glee, porque é o novo hit, queridinha do público e da crítica, salvadora da TV… e é boa.


MELHOR ATOR DRAMA
Simon Baker (The Mentalist)
Michael C. Hall (Dexter)
John Hamm (Mad Men)
Hugh Laurie (House)
Bill Paxton (Big Love)

Torcida: Hugh Laurie, porque o House é foda Laurie se superou nesta temporada e mostrou outras facetas do personagem.
Aposta: Hugh Laurie, porque... ah, você já leu aí em cima.


MELHOR ATRIZ DRAMA
Glenn Close (Damages)
January Jones (Mad Men)
Juliana Margulies (The Good Wife)
Anna Paquin (True Blood)
Kyra Sedgwck (The Closer)

Torcida: Glenn Close, porque é a melhor entre todas as candidatas. Simples assim.
Aposta: Kyra Sedgwck, porque a série acabou e estatuetas póstumas são tradição.


MELHOR ATRIZ COMÉDIA
Toni Collette (The United States of Tara)
Courtney Cox (Cougartown)
Edie Falco (Nurse Jackie)
Tina Fey (30 Rock)
Lea Michele (Glee)

Torcida: Toni Collette, porque deu show interpretando perfeitamente 4 personagens diferentes.
Aposta: Toni Collette, porque, apesar de Edie Falco ter muito mais credibilidade no meio, Nurse Jackie NÃO é comédia.


MELHOR ATOR COMÉDIA
Alec Baldwin (30 Rock)
Steve Carell (The Office)
David Duchovny (Californication)
Thomas Janes (Hung)
Mattew Morrison (Glee)

Torcida: Steve Carell, porque as estatuetas já conquistadas não são suficientes.
Aposta: Thomas Janes, porque Hung é HBO e blá-blá-blá mesmo não sendo lá aquelas coisas.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Jane Adams (Hung)
Rose Byrne (Damages)
Jane Lynch (Glee)
Janet McTeer (Into The Storm)
Chlöe Sevigny (Big Love)

Torcida: Jane Lynch, porque, apesar de Rose Byrne ter parado de fazer cara de bosta realmente surpreendido nesta temporada de Damages, Lynch dá verdadeiras aulas de timing.
Aposta: Jane Lynch, por causa das razões ali, ó /\


MELHOR ATOR COADJUVANTE
Michael Emerson (Lost)
Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother)
William Hurt (Damages)
John Litgow (Dexter)
Jeremy Piven (Entourage)

Torcida: Neil Patrick Harris, porque o cara nunca ganhou nada e ele é o Barney, porra!
Aposta: William Hurt, porque é o mais consagrado dentre os indicados e provavelmente o melhor.


MINISSÉRIE OU FILME FEITO PARA A TV
George O'Keeffe
Grey Gardens
Into The Storm
Little Dorrit
Taking Chance

Torcida: Into The Storm, porque não assisti nenhum e esse parece ter mais chances de ganhar.
Aposta: Into The Storm, porque está quase um top of mind da crítica.


ATOR DE MISSÉRIE OU FILME FEITO PARA A TV
Kevin Bacon (Taking Chance)
Kenneth Branagh (Wallander)
Brendan Gleeson (Into the Storm)
Jeremy Ironsn (Georgia O'Keeffe)
Chiwetel Ejiofor (Endgame)

Torcida: Chiwetel Ejiofor, porque ele ajudou a salvar o mundo em 2012. O quê? Eu falei que não vi nenhum desses!
Aposta: Brendan Gleeson, porque os búzios me disseram a crítica diz que Into The Storm é muito boa, então as interpretações também devem ser.


ATRIZ DE MISSÉRIE OU FILME FEITO PARA A TV
Joan Allen (Georgia O'Keeffe)
Drew Barrymore (Grey Gardens)
Jessica Lange (Grey Gardens)
Anna Paquin (The Courageous Heart of Irena Sendler)
Sigourney Weaver (Prayers for Bobby)

Torcida: Anna Paquin, porque se ela está tão bem em True Blood deve estar bem nesse também.
Aposta: Joan Allen, porque é muito mais aclamada, assim como seu filme Georgia O’Keeffe.

Aposto as minhas fichas nestes indicados aí em cima porque eu sei de tudo considero meus conhecimentos seriadísticos suficientes para apostar. Apesar que estou meio que por fora dessa temporada, então vou depender da sorte também.

Agora façam suas apostas nos comentários aí embaixo ou não.

Golden Globe 10: Indicados, Apostas e Torcida

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Pois é, companheiros, saiu a lista de indicados ao Golden Globe 10 (ou Globo de Ouro 2010). Como gostamos de impor nossa opinião expressar nossos pensamentos, vamos fazer um pequeno bolão sobre os prêmios.

Os palpites se dividem em: torcida – aquele candidato para o qual torcemos, obviamente – e aposta – o candidato que tem mais chances reais de ganhar.

No próximo post vou começar confabulando sobre os prêmios relacionados a séries, minisséries e filmes para a TV. No post subseqüente usarei meus poderes cinéfilos ou não para divagar sobre os prêmios relacionados a filmes.

Enfim, vamos ao que interessa!

LupaLuna 2009 – Um festival musical diversificado ou não

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Por Pedrinho

Fui convidado pela minha patroa para ir ao maior festival musical do Paraná, o famigerado LupaLuna 2009 - pois é eu tenho uma vida, ao contrário de vocês. Logo que aceitei, fui intimado pela Andressa tomei a iniciativa de fazer uma análise dos shows.

LUGAR

O local escolhido pela organização é um tanto quanto longe pra caralho afastado e cheio de barro, mas para resolver esse problema jogaram brita em todo o local dos shows. Como o LL 2009 tem três principais tipos de músicas (Luna Stage, Eco Music, Eletro Luna), para se locomover de um show para o outro, você tem que andar uns bons 500 metros. Mas fora isso o local foi bem escolhido.

MÚSICA

Quando olhei a programação dos shows me assustei. Não acredita? Olha aí então se eu não tenho razão:

Luna Stage:
- Strike
- NX Zero
- Jason Mraz
- Jorge Ben Jor
- O Rappa
- Marcelo D2
- Armandinho

Eco Music:
- Karyme Hass
- 4 Cantos
- Mixtape
- Mallu Magalhães
- Copacabana Club
- Bordel Cordel de Fogo Encantado
- Móveis Coloniais de Acaju
- Fuja Lurdes

Eletro Luna:
- Liquid Soul Live
- Dino Psaras
- Paranormal Attack Live
- Perplex live
- The Reality Scientist
- Cbr live
- Feio DJ
- Set XXXperience
- Perfect Stranger Live.

Eu vi quase todos os shows principais (Luna Stage), alguns da Eco Music e um do Eletro Luna. Pois bem, vamos em frente.

STRIKE


Nunca tinha ouvido falar na existência deles, tinham umas musiquinhas baladinhas que dava para passar o tempo, até que tocaram um cover do Green Day: Basket Case. Foi a melhor parte do show. É meio que controverso a melhor música deles ser um cover.

NX ZERO

Cameraman: “Eu nunca deveria ter largado a faculdade...”

Desliguei meu cérebro quando eles começaram a tocar. A única coisa que me chamou a atenção foi a quantidade de garotas histericamente malucas e ensandecidas por esses caras. Deprimente.

JASON MRAZ

“I Got a Feeling!!” Ops, hitmaker errado.

Era a promessa do festival, o grande, o ídolo, a salvação, o Messias. Mas ele criou um monstro chamado expectativa e não encantou como o prometido. Decepcionante.

MALLU MAGALHÃES

São tantas emoções...

Tirando as constantes pegadinhas sobre pedofilia e sua lentidão, as músicas até que foram razoáveis. Mas o ponto alto de seu show foi quando a garota pediu para cantarmos junto com ela “Vamos lá, cantem comigo, pelo menos a última música. Vocês só tem que falar NA, é só a palavra NA, N-A.” Depois dela soletrar NA eu saí para não voltar mais no Eco Music. Mulher lesada.

PARANORMAL ATTACK LIVE
Baladinha eletrônica até o DJ soltar um remix de Seek and Destroy do Metallica. Muito louco.

MARCELO D2


Foi legalzinho, cantou suas melhores músicas, xingou um pouco, falou que adorava Curitiba e foi embora. Mas ele voltaria. Bom.

O RAPPA


Foi o melhor show do festival, mas o ponto alto d’O Rappa, não foram suas músicas com um tom crítico social (são o nosso System of a Down), mas sim quando o Marcelo D2 invadiu o show deles dizendo que amava tudo e todos. Ele estava totalmente chapado com alguns sintomas de embriaguez, e segurava um copo com algum líquido que me parecia vodca. Best of All.

ARMANDINHO


Batida reggueira de sempre, sem muitas novidades. Me senti na Jamaica. Talvez porque foi só no show dele que teve uma quantidade suspeita de fumaça. Bob feelings.

CLÍMAX DO LUPALUNA

Gordinhos sempre fazendo gordice...

Foi, sem nenhuma sombra de dúvida, a banda FAT DUO. Vocês NUNCA ouvirão falar desses rapazes em breve. Eles faziam remixagens extremamente fáceis que até minha avó consegue fazer complexas de grandes clássicos da música mundial e brasileira, como Queen, Ivete Sangalo, Kiss, entre outros. Foi a coisa mais vergonha alheia que eu já vi e verei em toda a minha vida mais maluca que eu já vi. Eles pareciam filhos do dono do show e queriam se apresentar também. Parecia uma bandinha de Guitar Hero.

VEREDICTO

Show razoáveis, me diverti mais com as bizarrices do que propriamente com as músicas. Talvez seja porque eu tenho um gosto musical mais refinado, ou talvez seja porque o show não foi lá essas coisas.

AVALIAÇÃO: WOODSTOCK > BOM > REGULAR > MEDÍOCRE > DEPRIMENTE

TOP 10: Filmes mais traumatizantes EVER

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Que atire a primeira pedra (ou o primeiro comment troller) quem nunca viu um filme que te fez se cagar sentir muito medo por alguns dias.

Isso geralmente acontece quando você é uma criancinha indefesa ou não e, por isso mesmo, o filme fica no seu imaginário como uma obra diabólica feita especialmente para inspirar medo e reavivar traumas de sua tenra infância.

Tudo bem que esses filmes quase sempre são meio toscos e não assustam pessoas adultas ou não, mas tem uma mitologia forte o suficiente para habitar nosso imaginário por um bom tempo.

Depois de expostas as nossas desculpinhas justificativas, vamos ao que interessa:

10 - Sexta-feira 13


Bear Hug!!!

Teens em um acampamento, pulando no lago e zoando um garotinho aleatório por não saber nadar. O garotinho tenta provar seu valor pulando no lago (pois é, crianças são burras), mas como o fedelho não sabe nadar, ele morre (sim, esse é o Jason). Depois de alguns anos pessoas ligadas a isso começam a morrer. Depois desse filme acampamentos de férias nunca mais pareceram tão inocentes...

09 - Carrie, A estranha


Am I pretty?

Você leva sua vida pacata na sua escola, nem tão popular, nem tão desconhecido, e para completar o dia você vai lá e zoa a freak da escola, quebrando seu armário, enfiando o dedo com saliva na orelha dela, derrubando seus livros, enfim um divertimento alegre e saudável. Até que numa bela noite você descobre que essa freak desenvolveu o poder de telecinese após “virar mocinha”. E ela mata todos aqueles que a zoavam e se mata. Traumatizante ao extremo. Tudo culpa da TPM.

08 - Os Outros


Nunca abra uma porta sem ter trancado a anterior, OK, filho?
Vai tomá no teu CU!

Uma família leva uma vida restrita numa casa enorme e com severas regras como “nunca abra uma porta sem ter trancado a anterior”. Um dia assombrações, como crianças e uma velha cega, começam a assolar a mãe que espera o marido voltar da guerra, as crianças frescas sensíveis à luz e os criados da família. O filme não é tão traumatizante, até que ele te mostra o livro dos mortos, as lápides das crianças e a velha cega. A velha cega é muito traumatizante.

07 - Tubarão


Olha só quem apareceu para o jantar!

Numa cidade costeira do interior do país, onde tudo é muito tranqüilo, todos se conhecem, todos matam aulas para ir brincar na praia, de repente um maldito tubarão-branco gigante começa a, simplesmente, devorar todos e afundar barcos pesqueiros. Quem nunca, após de assistir esse filme, relutou em entrar de novo no mar?

06 - Hora do Pesadelo

Venham brincar comigo, crianças...

Um pedófilo deformado com garras de aço, ataca adolescentes em seus sonhos e o único modo de escapar da morte é acordando antes de acontecer o pior. Tem como dormir pensando nisso? E sem sonhar com isso?

05 - O Iluminado


Senhor Wilson, saia logo do banho!!

Você está hospedado em um hotel com sua família e repentinamente o patriarca enlouquece e tenta matar a todos, ao mesmo tempo em que você começa a presenciar coisas sobrenaturais, como garotinhas ensangüentadas no corredor do hotel. Você nunca mais verá corredores de hotéis do mesmo modo.

04 - No Cair da Noite


Se você colocar seu dentinho debaixo do travesseiro eu vou te dar uma moeda de 25 cents uma morte muito dolorosa!!!

Todos já ouvimos falar na Fada dos Dentes. Alguns de nós até acreditavam na Fada dos Dentes. Nesse filme vemos o lado maligno da lenda – a fada, que morreu carbonizada, mata qualquer criança que veja seu rosto. Qual criança continua com coragem de dormir com um dente debaixo de seu travesseiro sabendo que pode morrer por isso? Aliás, qual criança consegue dormir depois de ver a imagem de uma mulher carbonizada que invade dormitórios de criancinhas?

03 - O Exorcista


Olha, mamãe! Aprendi um truque novo!

Tudo se resume à cena da garota virando a cabeça por 360º completos, vomitando, subindo pelas paredes e pelo teto e gritando palavrões que até hoje não ouso pronunciar. Sim, isso é muito traumatizante, principalmente se você tem 7 anos.

02 - Gremlins


Tenho uma surpresinha para você...

Um monte de criaturinhas peludas e fofinhas começa a ser adotada por toda a cidade até que, num sábado qualquer, um bicho desses levanta a bandeira da guerra e a cidade começa a ser escrotizada bagunçada pelas fofíssimas criaturas chamadas Gremlins. É tão traumatizante que pais dos USA (onde mais?) utilizam o filme para fazer seus filhos crescerem e amadurecerem.

01 - Chucky, o brinquedo assassino


“Here’s Johnny!” Ops, filme errado.

Quem nunca sentiu muito medo de bonecos depois de ver esse filme sobre o famigerado boneco sanguinário que ganha vida após um ritual vodu? Qualquer um que cresceu nos anos 80 ou 90 já assistiu Chucky com os amiguinhos/priminhos/whatever e depois morreu de medo de brincar com bonecos por algum tempo. Admite, você sabe que viu aquele boneco Fofão virar a cabeça naquele dia.

MENÇÃO HONROSA
Esses filmes não são de terror, mas alimentam nossa paranóia nos dão valiosas lições sobre a vida.

Esqueceram de Mim
Quando sua família viajar, não durma. Porque se você perder a hora será esquecido em casa e coisas ruins podem acontecer.

Retratos de uma obsessão
Nunca tire fotos com câmeras tradicionais. Pessoas que revelam filmes podem ter problemas. Stalkers estão em toda parte.

Xuxa
“Eu vejo duendes.” Precisa dizer mais alguma coisa?

FIFA10 – Um jogo com 360 possibilidades diferentes... ou não

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“CHUPA!!!”

Quando percebi que o novo jogo da EA SPORTS tinha acabado de ser lançado nem me interessei muito, pois já havia conseguido a versão 09 e o mesmo estava no meu PC. Sendo assim, não estava ansioso e aconteceu que não joguei num primeiro momento. Mas comecei a ler as resenhas gringas e comentários de viciados amigos e ambas as partes diziam que o jogo era MUITO FODA, isso atiçou meu interesse e logo fui fisgado. Eu parto do princípio de que FIFA = PC e PES (ou winielévi) = PS2/PS3/XBOX360. Well, let’s get down to business.


JOGO

O jogo começa, como de praxe, com a animação do EA Sports – It’s in the Game. Aí você escolhe seu time de coração. Sempre achei isso um ponto forte, pois é algo muito simples que o PES nunca fez. Outro motivo pelo qual players são atraídos para o FIFA: há um leque de times muito variado, desde o Santo André até o Baník Ostrava.

Bem, vamos ao que interessa, “o que realmente mudou nessa porra, afinal?” em suma, foram pequenos ajustes que fizeram toda a diferença. Tudo começa com o menu “loading” da partida, chamado de “Relatório do Olheiro”. Ele dá um panorama sobre o time adversário, dizendo como é a marcação e qual é a estrela do time adversário, ou seja, é ótimo estar preparado para uma marcação por zona ou por um time que joga pelas pontas.


"Oh, tá vendo? Eles jogam pela esquerda, então melhore sua marcação pela direita..."
"Mas isso não faz sentido!!!"
"Cala a tua boca e vai marcar mais pela direita!"


“A novidade é só essa?” – Não, ainda tem um dos trunfos da Eletronic Arts: os novos modos de jogo:

· “Seja um pro” – Consiste basicamente em controlar um jogador (você) criado pelo player e logo é necessário escolher posição, atributos, cor do cabelo, pulseira, tipo de comemoração de gols feitos. Após isso deve-se escolher um time qualquer e colocar o jogador criado entre os titulares. Aí, meu amigo, depende somente de você para que continue entre os titulares e se a média de suas notas depois do jogo forem altas, seu alterego pode ser chamado para representar sua seleção (previamente escolhida) e talvez a leve para a Copa do Mundo FIFA África do Sul 2010. Este modo já existia nas últimas versões, mas desta vez foi melhorada ao extremo. E, na minha modesta opinião, é simplesmente a melhor parte do jogo quanto à campanha; e

· “A temporada” – Era uma grande promessa junto ao modo “Seja um Pro” da EA Sports para essa versão, mas é simplesmente o modo manager sem mexer com as finanças. Resumindo, é o FAIL do jogo.


JOGABILIDADE

“Eu quero jogar, porra! E a jogabilidade?” Quanto a isso, houve uma melhora brutal. Agora você pode ir para qualquer lado, ou seja, você tem a possibilidade de fazer qualquer movimento num ângulo de 360º para driblar. Aquelas oito direções standard não existem mais. Além de ter 360 opções de movimento, você tem a sua disposição os chamados dribles de habilidades, que no decorrer do jogo você perceberá que os mesmos se tornam indispensáveis para avançar em direção do gol.

A AI (inteligência artificial) da máquina melhorou muito também, principalmente dos goleiros, tanto que na dificuldade foda pra caralho lendário é quase impossível fazer um gol. As finalizações também se tornaram mais autênticas e a precisão dos passes foi melhorada consideravelmente.

Quem é melhor? Rooney, Ronaldinho ou aquele cara do Lyon que eu não sei o nome???

OPINIÃO
“E aí, achou o quê?” – Eu diria que é a masterpiece da EA Sports no ramo do futebol virtual, mas por algum acaso do destino cheguei a jogar a versão para XBOX360 e fiquei muito decepcionado, pois a versão do PC não se compara à fodasticidade do jogo do console da Microsoft. Diria que a EA Sports deveria ter feito esforços para não diferenciar uma versão da outra.


RESUMO

· WIN: Modalidade “Seja um Pro” e jogabilidade;

· FAIL: “A campanha” e diferença de plataforma para plataforma;


Avaliação: f*da > BOM > regular > medíocre > escroto


2012 – Um plot catastroficamente apocalíptico

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Como o Pedro algumas pessoas dizem que sou extremista, vou começar a pseudo-resenha de 2012 destacando os pontos fortes do filme.

Pontos fortes: os efeitos especiais são incríveis.

Pontos fracos: todo o resto.


Pra onde eu vou??? Já sei, que tal passar ali no meio dessas torres??? Meio clichê, mas tá valendo!

2012 é um blockbuster, ou seja, tem a intenção de apenas entreter o espectador durante suas 2h de duração, mas mal cumpre esse papel (apesar dos comentários encantados que ouvi de alguns adolescentes toscos algumas pessoas após o término do filme). A trama se divide basicamente em dois momentos que se intercalam no decorrer do filme:

(a) catástrofes naturais com efeitos especiais realmente bons; e

(b) mimimi.


Será que chove?

A coisa (só uma?) que mais me incomoda em 2012 é a bipolaridade do plot. Metade do tempo somos jogados em um mundo catastrófico e ensandecido diante da perspectiva do apocalipse iminente, e é aí que percebemos a única qualidade do filme: os efeitos especiais são caprichados e tentam ajudam a nos envolver na situação. Mas nem assim é possível ignorar o outro pólo do enredo, que mina as tentativas débeis de parecer realista: o recorrente mimimi.

Pergunta honesta: em que mundo que pessoas à beira da morte arrumam tempo para fazer uma DR? As pessoas geralmente preferem a morte à DR! Sinto muito, mas sou incapaz de acreditar que diante do apocalipse as pessoas tenham tempo, paciência e estado de espírito para choramingar, discutir a relação, repensar relacionamentos familiares, enfim... ficar de mimimi.


Por que você estava olhando para ela??? Calma não precisa ficar todo enciumado… Só estava olhando a bolsa dela. Eu juro

Como se as situações piegas sem qualquer verossimilhança não fossem suficientes, para não rir aceitar o filme, ainda precisamos acreditar que: (a) limousines são indestrutíveis; (b) um cara que teve 2 aulas com um monomotor é capaz de pilotar um avião razoavelmente bem; (c) um escritor fracassado com a cara do John Cusack e um pivete mimado são capazes de salvar o mundo... e mais algumas coisas que não vou contar porque já dei spoilers demais.



Run! Run to the hills!!!

Resumindo, 2012 é uma mistura constrangedora de “O Dia Depois de Amanhã” com “Guerra dos Mundos”, só que mais absurdo e com muito mais personagens e subtramas completamente dispensáveis, que só contribuem para piorar um retrato que já é caricato por si só.

Avaliação: f*da > bom > regular > MEDÍOCRE> escroto


By Andressa

District 9: Naves, Camarões e DNA

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District 9, inovando numa área onde não se procura inovar

Sabe aqueles típicos sci-fi blockbsuters hollywoodianos? Daqueles que tentam "inspirar-se" em Star Wars e/ou Star Trek, mas só causam vergonha alheia constrangimento? Então, District 9 não é um deles.

District 9 (ou Distrito 9, no Brasil) se passa em um futuro próximo, após a chegada de um grupo de extraterrestres à Terra - à África do Sul, mais precisamente. Nesse ponto já se percebem as diferenças em relação aos sci-fi médios; os aliens pararam aqui na Terra por falta de combustível, sem qualquer intenção de dominar o planeta ou implantar sondas anais em humanos ou fazer desenhos em nossas plantações, eles instalaram-se aqui simplesmente por falta de opção.

Unidos venceremos! Ou não!

Após o primeiro contato com os humanos, os aliens são alojados em um gueto campo de refugiados que, com o grande aumento populacional, acaba se transformando em uma favela. E, como toda favela, o D9 começa a mostrar-se um incômodo para a sociedade de Joanesburgo, o que leva a MNU (ou ONU?) a realocá-los em um novo(?) e melhor(??) gueto, mas com a real intenção de se apropriar de suas armas, as quais possuem tecnologia extremamente superior e só podem ser ativadas em contato com DNA alienígena. O designado para coordenar a locomoção (leia-se: despejo dos aliens) é Wikus Van De Merwe, um otário inexperiente funcionário que só consegue o cargo por conta de contatos na alta cúpula da MNU.

Wirkus, um Freddie Mercury renegado

É com Wikus que ocorre o fator determinante do desenvolver do enredo. Durante uma "visita" ao D9 para entregar as ordens de despejo aos "camarões" (como os aliens são carinhosamente apelidados pelos humanos devido a seu aspecto artrópode e vida marginal), Wikus entra em contato com um líquido preto produzido pelo alien Christopher Johnson, e este líquido o "contamina" com código genético alienígena. A partir daí se desenvolve a trama principal do filme, a qual não vou contar porque odeio spoilers.

Mas, apesar do ótimo enredo, isto não é o principal em District 9. O filme é, antes de mais nada, sobre convivência em sociedade. Logo em uma das primeiras cenas somos introduzidos ao equilíbrio social existente em Joanesburgo: placas e cartazes do governo delimitam as áreas de ocupação exclusivamente humana - quase toda a cidade - e as áreas de ocupação "não-humana" - essencialmente, o D9. Não há como ver essa cena sem lembrar do Apartheid (e não só por ser ambientado na África do Sul), do Gueto de Varsóvia ou de qualquer outro caso memorável de segregação racial da história do mundo.



Camarões não são bem-vindos na minha barraquinha de cachorro-quente!

Devido ao aspecto de documentário, em alguns momentos do filme vemos depoimentos de cidadãos de Joanesburgo, que dão graças por não serem obrigados a viver no mesmo ambiente que os "camarões" que "roubam seu tênis, seu celular, qualquer coisa que gostarem". Até mesmo o repórteres politicamente corretos culpam os "camarões" por todos os problemas sociais da região, seja pobreza, violência, sujeira ou vandalismo. Afinal, quem nunca ouviu alguém (ou a si mesmo) dizer que os moradores das favelas é que são culpados pelos problemas sociais?

Diante dessa perspectiva, podemos dizer que District 9 é um tapa na cara da sociedade, que sempre tenta, sempre tentou e sempre tentará culpar os "diferentes" pelos problemas existentes, julgando-os inferiores e não merecedores do grande privilégio de participar da vida em sociedade.


Avaliação: f*da > BOM > regular > medíocre > escroto

Clube da Luta, um filme, uma obra-prima, um estilo de vida

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Fight Club (1999), ou Clube da Luta em português, é baseado na obra homônima de Chuck Palahniuk (escritor norte-americano cujos personagens são marginalizados pela sociedade e, por isso, acabam explodindo com agressividade, muita agressividade) lançada três anos antes do filme. A história é narrada pelo protagonista (que não tem nome e é interpretado por Edward Norton) que se cansa de sua vida acomodada e rotineira quando encontra Tyler Durden (Brad Pitt), anticapitalista e anticonsumista, e juntos fundam o Clube da Luta.




Chuck Palahniuk, a mente doentia por trás das mentes doentias de Fight Club.


Fight Club narra a história de um executivo investigador duma companhia de seguros (o narrador/protagonista), que, a princípio, está em seu emprego muito confortável, mas leva uma vida fútil e vazia – um exemplo disso são os móveis que decoram seu apartamento, peças de uma série especial fabricadas somente no centro-sul da França durante o solstício de inverno de anos ímpares e outras milhares de quinquilharias que ele possui simplesmente porque quis comprar.


Edward Norton, o narrador, com seu terno de designer e cara de resignado.


Apesar de levar sua vida com “facilidade”, ele tem crises crônicas de insônia que o deixam acordado por meses em um estado de semilucidez, ou seja, um zumbi sonâmbulo. Isso o deixa preocupado (e quem não ficaria?), e só consegue driblar essa ansiedade e falta de sono com uma solução inusitada: começa a frequentar sessões de grupos de terapia e ajuda (com pacientes com câncer de testículos, tuberculose, e outras doenças graves) e só consegue voltar a dormir ao perceber que a vida de muitas pessoas é extremamente pior que a sua, aliviando o peso da sua existência vazia e sem sentido. Mas seu sono o abandona novamente quando percebe que Marla Singer (Helena Bonhan Carter, de Sweeney Todd) está em todas as sessões de terapia frequentadas por ele. Marla é uma espécie de “turista”, já que não tem nenhuma doença e só está nas sessões para zombar da morte. Mesmo não parecendo, ela será de grande relevância para o desenrolar e desfecho do filme.

Nesse meio tempo, numa viagem a trabalho, o narrador conhece Tyler Durden (Brad Pitt) que ganha a vida como vendedor de sabonetes - isso mesmo, ele ganha a vida vendendo sabonetes de fabricação própria. Ao chegar em casa, o protagonista descobre que sua casa foi explodida de uma forma estranha e nada convencional (com uma bomba caseira feita de gordura), e sem saber o que fazer nem ter para quem recorrer, liga para Tyler. Os dois se encontram num bar, bebem e este o convence a liberar o stress, as frustrações e os desejos utilizando-se de seus primitivos instintos agressivos: na porrada, corpo a corpo, sem camisa e sem sapatos.

Após essa experiência Tyler e o narrador começam a dividir uma mansão, digamos, em mal estado de conservação. E, juntos, após essa briga inicial, começam a fazer essa “sessão de terapia dolorida” com mais frequência e começam a atrair novos adeptos, com os “eventos” sempre no estacionamento do bar onde eles lutaram pela primeira vez.

Lar doce lar e QG do Clube da Luta


Percebendo que cair na porrada é uma ótima maneira de aliviar as tensões cotidianas e corriqueiras, Tyler e o narrador fundam o Clube da Luta, formado por homens ansiosos e/ou desejosos que se socam até pelo menos um se cansar, sempre com a intenção de aliviar o stress e outros conflitos.

E é daí que se segue, na minha sincera opinião, uma das melhores cenas da história do cinema: Tyler Durden enumerando as regras do Clube da Luta.



The first rule of Fight Club is: you do not talk about Fight Club.

The second rule of Fight Club is: you DO NOT talk about Fight Club!
Third rule of Fight Club: if someone yells "stop!", goes limp, or taps out, the fight is over.
Fourth rule: only two guys to a fight.
Fifth rule: one fight at a time, fellas.

Sixth rule: the fights are bare knuckle. No shirt, no shoes, no weapons.

Seventh rule: fights will go on as long as they have to.

And the eighth and final rule: if this is your first time at Fight Club, you have to fight.

Tyler no Fight Club


Marla (lembra dela?) é, digamos, o ponto de equilíbrio e catalisador entre Tyler e o narrador. Enquanto o protagonista tem uma certa atração por ela, Tyler apenas a usa e depois a descarta. A situação amistosa entre a dupla fundadora do Fight Club começa a esquentar quando Tyler quer levar o Clube mais além através do Project Mayhem (ou Projeto Caos), que, em suma, é uma organização anarcoprimitivista liderada por Tyler que deseja propagar os ideais antimaterialistas e anticonsumistas e implodir e explodir (literalmente) as bases da sociedade capitalista-consumista em que vivemos, como bancos, franquias Starbucks (Não! A Starbucks NÃO!), e outros prédios de instituições chaves para o capitalismo.

O filme vai se desenrolando até chegar, na minha sincera opinião, a um dos melhores plot twist do cinema, digno de comparação com o final de Planet of Apes. E se quiser saber o que acontece no final do filme que o torna tão especial, veja o filme porque não quero estragar a surpresa.


Tyler, com seu característico sorriso amistoso e seus sabonetes feitos de gordura humana


Avaliação: F*DA > bom > regular > medíocre > escroto


CURIOSIDADE

O filme ficou famoso no Brasil por um incidente trágico: um jovem estudante de medicina entrou numa sala do cinema Morumbi na qual estava passando o filme “Clube da Luta” e com uma UZI (bons tempos em que se podia arranjar uma UZI tão fácil...) começou a atirar contra a plateia, matando três pessoas e ferindo outras seis.

FAQ - Tudo o que você (não quer mas) precisa saber sobre nós

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Para ninguém reclamar que não sabe nada sobre quem escreve nessas linhas, temos aqui um aglomerado de perguntas que possivelmente não passarão pela sua sua cabeça, para saber um pouco sobre nós e sobre o que fazemos por aqui. Vamos ao que não interessa:

Quem são vocês?
Sou a Andressa, tenho 17 anos (embora meu lobo temporal insista em achar que tenho 77), moro em Curitiba, sou nerd, ranzinza, com tendências esquizofrênicas, metida a psicanalista, metida a filósofa e viciada em internet... quando estou lúcida. Nos outros momentos sou apenas uma peça deslocada dos planos da Skynet. E falo verdades em tom de piada para ninguém acreditar. Na dúvida, sinta medo.

Explicando a dimensão do plano

On the other hand, aqui quem voz fala é o Pedro, tenho 17 anos, moro em Pinhais (onde c*ralhos isso fica? Aqui ó) gosto de games, Rock and Roll, futebol (leia-se FUTSAL), internet e gadgets em geral (apesar de nunca tê-los tido... Sou o típico nerd que nasceu pobre) e ao contrário da minha amiga ali /\, não sou tão extremista assim... ou não.

Se preparando para colocar o plano em prática

Olha a gente aí:
Sim, estamos sentados na sarjeta... e a gente jura que isso não é tubão

Olha a versão mangaquizada, psicopatizada e melhorada (tecnicamente falando) da gente aí:
Sim, nós temos nossos próprios mangás só para podermos fazer cosplay de nós mesmos

Peraí! Mas como vou confiar em algo que vocês falam de si mesmos?
Porque nós sempre estamos certos. Simples assim. E quanto antes você aprender isso, melhor. Não acredita? Ok, previmos isso, então colocamos aqui uma escrotização declaração do nosso fellow Andy Anderson, popularmente desconhecido como @Caos_fractal. Leia ou não e tire suas próprias conclusões:

"Quando conheci os dois não poderia imaginar que eles redefiniam o conceito de nerd. Por mim, a Andressa era uma autista sem grandes dotes. Já o Pedrinho parecia um playboy metido a ditador. Mas o Pedro na verdade é um viciado em Nerdcast que acha que ninguém nunca ouviu falar em Star Wars, Terminator ou Fight Club. A Andressa é na verdade muito comunicativa (e rigorosa contra erros de português). Como ela sabe de todas essas coisas que o Pedrinho gosta, vive surpreendendo-o com seus inúmeros conhecimentos em cultura nerd. Se algum deles te ofender um dia, saiba de uma coisa: o Pedrinho está brincando e a Andressa... bem, a Andressa não!"
Esse é Odin. E essa foto está aqui porque o Anderson pensa que é Odin

O que é que fazem da vida?
Como dissemos ali em cima, somos viciados em cocaína internet, então “fazer algo na vida” é um tanto contraditório. Next!

Sonhos de consumo?
Dominar o mundo, pixel por pixel, site por site, empresa por empresa... Você entendeu. Gostaríamos também de fazer da humanidade nossa escrava, e posteriormente ir para o céu. Tudo está sendo articulado... Não Se preocupe.

E é assim que desenvolvemos nossos planos de dominação mundial

What the fuck is this?
Um blog. Next!

Ok, mas o que escrevem aqui?
Estamos aqui para escrever sobre filmes, séries, games, música, nostalgia, e o que mais der na telha, tudo dividido nessas sessões aí:

Resenha
Resenhas, opiniões, palpites e pitacos sobre lançamentos de filmes, games, séries e shows.

Top
Listas e rankings de melhores, piores, amados, odiados... Enfim, nossa classificação sobre os mais diversos temas.

Nostalgia
Opiniões, comentários e devaneios sobre símbolos da cultura pop de tempos mais simples.

Por que criaram o CDMM?
Para dar início à nossa dominação mundial vazão aos nossos maiores e menores devaneios sobre a vida, o universo e tudo mais.

Essa imagem não tem nada a ver com o assunto, mas colocamos porque já tinham muitas palavras. Palavras são chatas. Imagens são legais.

Por que "Culpa da minha mãe"?
Como já devem ter percebido, somos assim por culpa de nós mesmos e queremos botar a culpa em alguém.

Como falo com esses toscos?
Twitter:
http://twitter.com/dessmnz
http://twitter.com/Pedrinho_

Gmail:
dessa.mnz@gmail.com
laureano.pedro@gmail.com

Se você teve cujones para ler tudo isso, ou você tem muita paciência ou você é doente... Ou simplesmente não tem vida mesmo.
Now get your ticket to hell here. E aproveite a estadia.